Cada parte

20 set

Tenho questionado meus díspares estados de espírito. O pouco que tenho sido em todas as coisas e que me torna completa. Completa faltando tudo, já que nem tudo posso carregar. Vou me deixando pelos caminhos, embora as vezes eu queira trazer uma parte.

 

As vez sou uma ferida que arde. Recém aberta, que lateja e mesmo que insignificante a dor, depois deixa marcas.

 

As vezes sou um vento que suga o calor úmido das roupas no varal, que as dou forma quando parte de mim se perde em suas reentrâncias.

As vezes sou um pouco varal, deixo que sequem por um fio, mas não posso segurar nada que for leve demais e não possua um pregador.

As vezes sou uma poça d’água que restou do chuvisco. Que se espalha com as pisadas, mas que não seca se não houver sol.

As vezes sou contínua, sem fim. Noutras meus pensamentos dão me deixam sê-la. Há sempre a mudança.

 

Milene Loiza de Sousa

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